quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

LQ na revista Varal do Brasil

Vale a pena abrir o site e ler. Bom de mais. Parabéns as amigas/voluntárias que trabalharm para que esta publicação viesse a acontecer.

http://www.varaldobrasil.ch/media//DIR_158701/e915160b5a507729ffff871f7f000101.pdf

O site demora um pouco para abrir porque a revista tem muitas páginas.

Colei o texto mas vale a pena ver a diagramação original com as fotos e logotipo.

Nada preenche mais de felicidade


a nossa alma do que o sorriso de

uma criança saudável. Mas... Nada nos

deixa mais triste, do que o rostinho de

uma criança que sofre, principalmente

com alguma doença grave.

No final da década de 90, um

grupo de bordadeiras de ponto cruz,

nos Estados Unidos, vendo que uma

colega estava sofrendo demais com

duas crianças na família doentes com

câncer, decidiu bordar blocos de ponto

cruz para montagem de colchas para

elas. Ao receberem as colchas, as crianças

e suas famílias se encheram de

sorrisos e o astral da família foi elevado,

minimizando a dor daqueles dias.

A experiência foi tão gratificante,

com resultados positivos para a cura ou

melhora, que as bordadeiras decidiram

divulgar a ideia: bordar blocos para colchas

para crianças gravemente doentes.

Pela Internet, divulgaram a experiência grupal vivida e a proposta de bordarem com um

objetivo além de hobby ou crescimento profissional com bordados.

Esta ideia teve aceitação imediata, se espalhou, e chegou ao Brasil em 1999.

Ivani Vieira, a divulgadora do Love Quilts no Brasil, e coordenadora deste trabalho, naquela

época, dona de casa, mãe de duas crianças, trabalhando fora e com pouco tempo dispo

nivel


para acoes maiores de solidariedade humana, se encantou. Ela amava bordar ponto cruz;


era o seu hobby nos momentos de descanso possível, dentro de sua roda-viva diária: trabalho

profissional, casa, marido e filhos.

Aos poucos, outras bordadeiras foram se ajuntando ao

Love Quilts Brasil, inicialmente


bordando para crianças americanas, e, paulatinamente, passando a bordar só para brasileiras.

O dia 28 de maio de 2001 é a data oficial do nascimento do

Love Quilts BR.


Passados mais de 10 anos, o saldo deste grupo é de quase 500 acolchoados entregues

em várias partes do país e até mesmo no Japão e Estados Unidos, milhares de blocos bordados

em ponto cruz e centenas de Bordadeiras associadas.

Qualquer Homem ou Mulher pode se inscrever no grupo. Para isto, os requisitos

são:


Amar bordar e/ou costurar;


Querer fazer uma boa ação social;

Generosidade.
Pois assim encontrará uma forma de colaborar, seja bordando, costurando ou contribuindo


de outra forma - basta entrar em contato pelo endereço eletrônico

contato@


lovequiltsbrasil.org

para identificar uma maneira.


O grupo se mantém pelas próprias voluntárias e por alguma doação de terceiros, que

chega sempre. Cada uma é responsável por doar pano e linhas usados em seu bloco, e só. A

Internet, aí, tem um papel fundamental, pois as bordadeiras vêm de todas as partes, de norte a

sul do país, até mesmo do exterior. São donas de casa, mães de filhos adultos ou pequenos,

profissionais – advogadas, enfermeiras, professoras, químicas, médicas -, trabalhadoras nos

lares e fora, mantenedoras ou não de seu próprio lar, de idade variada, de 14 anos até 84.

Não é uma ONG, nem uma associação no aspecto legal. É um grupo de voluntárias que

se dispõem a trabalhar em prol de obter um sorriso de uma criança enferma.

Há algum tempo, o grupo virtual

LQ passou a se encontrar anualmente em SP, o que


fortaleceu mais ainda os laços de amizades entre as bordadeiras. A comemoração de seus 10

anos de existência, agrupou cerca de 50 amigas vindas de vários estados brasileiros e também

do exterior. Foi uma festança, um grande encontro de amigos.








A convivência virtual reforça muito os

laços de amizade. Trocas de ajudas diárias são

feitas com uma palavra ou algum gesto concreto

enviado via correio. A comunicação entre as

voluntárias é de boa convivência de amigas/

irmãs.

Nos dias das entregas de acolchoados,

sempre feitas coletivamente nos hospitais que

permitem a ação de voluntariado e em casas

de apoio, ou mesmo, em casos especiais, na

casa do agraciado, é dia de festa na Internet:

todas querem saber e ver como foram as entregas,

como a criança recebeu seu presente...

Nestes dias, explode o papear do grupo, e comentários

são feitos ao verem as fotos: é uma

alegria!!! No site do

LQ


<www.lovequiltsbrasil.org>

está registrado: fotos


das crianças inscritas, fotos das entregas

feitas, dos acolchoados e sobre as voluntárias.

Se crianças sorriem de lá, por trás de

cada computador tem sorrisos das bordadeiras.

Se as crianças sorriem felizes com seus acolchoados,

as bordadeiras sorriem por mais uma

missão cumprida.

Ivani não está sozinha na sua coordenação:

há voluntárias que a ajudam, quer em trabalhos

de computação, quer em confecção de

acolchoados ou na administração. Todo o grupo

está envolto em monitoras voluntárias para

comunicação com mais de 600 participantes

que executam tarefas de bordados, blocos

complementares de patchwork, montagem de

acolchoado e outras formas de colaboração.

O apoio dos familiares, cônjuges e filhos,

ainda que de modo indireto, é de grande importância,

tanto pelo reconhecimento da ação de

voluntariado e nosso envolvimento com o projeto

como também pelo entendimento da amizade

que une o grupo, que toma uma característica

de família. Os filhos de cada uma, passam a

ser “subricos”(sobrinhos) de todas, e são paparicados.

Os maridos estão aderindo: participam

dos encontros e ajudam na organização – cuidando,

entre outras, de questões que envolvem

tecnologia. Por enquanto, só três bordadeiros

apareceram: o marido e filho de uma bordadeira,

enfermeira e dona de casa, além de um senhor

de São Paulo. O nosso “bordadeiro mirim”

é solicitado em todos os encontros e sua ajuda

é fundamental: enche todo o grupo de mais alegria.

Se levamos sorriso para crianças doentes,

elas nos dão o retorno de sorrisos ao receberem

seus acolchoados bordados, resultantes

de uma vasta ação coletiva de pessoas que se

dispõem a fazer de alguma forma uma ação de

solidariedade humana.

Se quiserem ver este grupo triste e choroso,

é quando chega a notícia de que alguma

criança já inscrita se tornou um anjinho... O baixo

astral nesse dia impera. Contudo, aprendemos

que a melhor reação é orar pelo anjinho

liberto de sua doença e por sua família.

No

LQ predomina o espírito de voluntariado,


de fazer parte de uma corrente formada

por milhões de brasileiros que disponibilizam o

seu tempo e talento na busca de um Brasil melhor

e mais solidário, que fazem sua parte como

cidadãos, colaborando para transformar o mundo

a partir de suas ações, por menor e mais

simples que sejam!

Assim sentindo, escreveu uma voluntária

de Porto Alegre, o poema que abre o

site do


Love Quilts

e, agora, segue aqui:


O Voluntário


Ser voluntário não é ser mais, nem menos.

Ser voluntário é ser!

Ser atento às necessidades do outro,

Ser suporte virtual, financeiro ou emocional.

Ser presente.

Ser voluntário não é ter tempo para tudo!

Ser voluntário é ter...

Ter tempo para valorizar o outro,

Ter vontade de ajudar de qualquer forma,

Ter a chance de aprender com a vida!

Ser voluntário não é apenas dedicar-se!

Ser voluntário é doar-se,

Doar-se de corpo e alma para seu propósito,

Doar-se em tempo, amor e coração,

Doar-se, para então, sem se dar conta,

Receber mais do que doou.


Lisiane


Realmente, ser voluntário do

LOVE QUILTS


é receber muito mais do que doou, ao sorrir

com a criança contemplada: é quando o

amor se transforma em sorrisos de ambos os

lados.

Marisa de Almeida

Claudia Larosa

Enviado por Norália de Mello Castro

2 comentários:

  1. Rose Mary, parabéns para as meninas envolvidas!
    Bjo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Super legal, Célia. As meninas foram o máximo, ficou excelente a matéria.

      Excluir

Obrigada pelo seu comentário.