Hoje finalmente fui atendida pelo médico.
Deitei na maca e ele perguntou porque ontem não fui cedo.
Respondi que no horário das 14h30 está sempre cheio porque não há hora marcada e sim por ordem de chegada então achei melhor ir às 16h por já estar mais vazio e porque tinha um atendimento marcado para às 17h30 em frente ao Colégio São José.
Ele, todo irritado, me perguntou: mas o que você estava fazendo na rua e não em casa descansando?
Eu respondi que já tinha o compromisso agendado e que não havia recebido nenhuma orientação sobre isso.
Bom, aí começamos com a nossa divergência, ele disse que havia explicado sobre o repouso e sobre a alimentação e eu afirmando que não. Ainda disse que também não sabia da biópsia e ele dizendo que havia avisado, que no meu exame estava escrito que eu tenho esteatose hepática, avisei que faz tempo que eu tenho isso.
Abri minha agenda e fui falando o que foi tratado em cada dia.
Ai ele começou a se acalmar e ver que contra argumentos, ele não ia poder se valer da simples frase, eu falei.
Aproveite e disse, já que não falou antes, vamos tirar as dúvidas agora. Explicou que o organismo vai se adaptar a viver sem a vesícula, que o fígado trabalha um pouco mais e que por conta disso tenho que ter uma alimentação o mais saudável possível. Até que meu bom senso fez com que fizesse o regime conforme o necessário, em relação ao descanso já sai da linha mas foi sem querer, as biópsias foram duas e não uma, da vesícula e do fígado. Só ficam prontas dia 6 de maio então até lá é segurar a ansiedade sobre o que vai dar e aí sim ver o que terá que ser feito. É o fim da picada ter cirrose hepática sem beber.
Quanto a licença, melhor nem falar, uma pataquada só, eu não trabalho pelo INSS, fui lá pela CAPEP portanto ele sabe que sou funcionária pública. Ele acha que o afastamento deve se de 30 dias mas colocou 15 devido ao INSS, no relatório colocou 60, e de acordo com ele o perito é que deveria saber que a licença pelo tratamento descrito deveria ser de 30 dias. O perito foi muito atencioso, deu os 15 dias, já entreguei a licença e não vou pagar mico.
Até o dia 3 de maio, o negócio é fazer o maior repouso possível, ir levando a vida e aprender que tudo tem que ser perguntado antes, mesmo que o médico não fale. Tem que fazer a listinha para lembrar de tudo.
A única coisa que tenho certeza é que vou ter que fazer exercício físico.
Agora, meu braço vai ter que esperar um pouco mais. Vou desmarcar a consulta de quarta-feira.
Melhor primeiro terminar essa história e também deixar cair no esquecimento essa confusão toda.
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terça-feira, 15 de abril de 2014
terça-feira, 8 de abril de 2014
As trapalhadas de uma operação
Tem horas na vida que é melhor rir do que levar a sério.
Acho que esse é o caso.
Sexta feira, dia 4 de abril, fui operada da vesícula.
O dia amanheceu chuvoso. Meu filho Ivan e minha comadre Estrela foram comigo. Chegamos na hora marcada e uma fila imensa para a internação.
Para fazer a ficha já foi uma pandega, a gentil atendente queria escrever meu nome errado. Na ficha do plano de saúde os nomes saem grudados e ela queria escrever meu nome assim e eu explicando para ela que era um problema do computador, que meu documento estava certo e meus exames também portanto eu não iria assinar uma ficha de internação com o meu nome errado. Nisso toca o telefone, ela avisa que eu ainda estou fazendo a ficha e a enfermeira do centro cirúrgico falando que eu já devia estar lá. Lógico que colocaram alguém na minha frente. Após se convencer, fez a ficha e subimos. Já tínhamos até o número do quarto.
Fomos conduzidos a uma sala que dá para uma das portas de um dos centros cirúrgicos, nela já estava uma criança na maca e sua mãe, algumas cadeiras e ainda entremos nós três e mais uma senhora com o filho. Havia um banheiro onde nós duas nos trocamos, sendo este bem inadequado para se colocar uma roupa para ir a um centro cirúrgico onde eu, simples leiga, ainda penso que deva ser um local esterilizado. Bem, me troquei e subi na maca, beijinhos para todos e lá fui eu ficar no corredor que dá acesso as salas de cirurgias propriamente dita. Passou o tempo, passou, e eu lá esperando. Daqui a pouco aparece o médico dizendo que estavam limpando a sala e eu seria a próxima.
Entrei na sala totalmente acordada, sendo que na entrevista com o anestesista, estava indicado que tomaria um remédio meia hora antes da operação, mas já que não havia tomado, agora não dava mais tempo. E lá estou eu escutando a anestesista explicar para os residentes como se anestesia uma pessoa. Até brinquei que como ela estava explicando, a cobaia não ia ser eu e sim os próximos pacientes.
Acabei dormindo e quando acordei já tinha terminado.
Nesse meio tempo, informaram que a minha operação já havia acabado, minha comadre, espertinha, já viu que algo estava errado. Trocaram Rose Mary por Raimunda. Que beleza!!! Pelo menos os dois nomes começam com R. Ainda bem que pelo menos a operação dela também deu certo senão além dos nomes as notícias também seriam trocadas.
Depois papai e mamãe também estiveram por lá.
Passei o dia bem e no início da noite tive alta.
Aí outro susto, peguei a papelada e no relatório médico constava que haviam realizado uma biopsia do fígado, que eu não sabia que seria realizada e com necessidade de 60 dias de afastamento; na outra folha, do atestado médico, 13 dias de afastamento.
Fui para casa com a Nadia e estou cá até agora.
Uns dizem que o procedimento é normal e que ele esqueceu de avisar mas mesmo assim não gostei nada disso e acabo de saber que o resultado só daqui a 20 ou 30 dias. Por que não deixou meu fígado em paz???? Para mim se fez é porque tem algo errado, se estivesse bom tinha deixado quieto. Se o procedimento é normal então estão fazendo algo totalmente desnecessário quando o órgão não tem problema, além de poder ainda causar algum.
Portanto, para rir, me troquei em um local totalmente impróprio, esqueceram de me dar o remédio, trocaram meu nome, tenho duas datas de afastamento e ainda fizeram uma biopsia sem a minha autorização. É mole?
Isso é a nossa medicina atual.
Pelo menos estou por aqui escrevendo e rindo da pataquada toda.
Obrigada meu Deus pelas ótimas companhias que tive e por ter saído viva de lá.
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